sábado, 20 de abril de 2019

Freedom From Pelvic Pain


Freedom From Pelvic Pain

É uma técnica de exercícios para correção da malha de fascia que envolve os nossos músculos.
A técnica consiste em movimentos resistivos, engloba alongamentos dinâmicos e fortalecimento. Nessa técnica é necessário empregar uma força enquanto o músculo volta da contração, que seria o movimento excêntrico do músculo.
O segredo dessa técnica está na intensidade, amplitude e nos movimentos que puxam a fascia, alongam, assim removendo falhas, o que resulta em correção do tescido da fascia.
Podemos encontrar tratamentos para fascia na fisioterapia pélvica, porém, os problemas tendem a voltar, também isso ocorre com as técnicas de Rolfing, o que acontece é que muitos de nós precisamos manter esses exercícios por um longo período para que a musculatura e o tecido conjuntivo se restabeleça.
O que ocorre é que você aprenderá a se exercitar todos os dias, aprenderá as melhores técnias em você mesmo, vai adquirir uma boa noção corporal, e com o tempo o corpo vai se readaptando, a fascia vai voltando ao normal.

Essa técnica foi desenvolvida para tratar problemas de quem passou muitas horas sentado por muitos anos, e por algum fator genético favoreceu esse problema, ou que por algum acidente tornou a fascia suscetível a esse problema, assim desenvolvendo problemas urinários, de dores no assoalho pélvico, principalmente influenciados pela fascia.


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quarta-feira, 17 de abril de 2019

História de Sucesso no tratamento da Dor Pélvica Cronica, Prostatite, Neuralgia do pudendo e Síndrome do Intestino Irritável.

Olá, Meu nome é Filipe, sou brasileiro, de Salvador, na Bahia. Essa é a primeira vez que escrevo a minha história com essa doença. Não vai ser algo fácil pra mim, mas espero que possa ajudar outras pessoas. O grande problema dessa condição é o quão é sub diagnosticada, ou seja, existem vários diagnósticos e isso acaba fazendo com que os sintomas se agravem, consequentemente destruindo a qualidade de vida do indivíduo.
Bom, minha história começa em maio de 2016, exatamente no dia 18 de maio, lembro bem desta data, pois foi algo extremamente marcante na minha vida. Nesse fatídico dia, eu me encontrei com minha namorada na época, eu tinha uma prova na pós-graduação e depois iríamos nos encontrar. Lembro-me de estar bem ansioso no dia, pois era uma prova um pouco complicada e eu sentia muita pressão nessa época por estar desempregado. Depois da prova, encontrei minha namorada e fomos para a casa de um primo meu, para termos relações sexuais. Bom, na época eu tinha 26 anos e nunca tinha tido qualquer problema com disfunção erétil, minha ereção sempre funcionou muito bem, sempre fui de demorar muito para chegar ao orgasmo. No momento que deitei por cima dela, senti algo estranho na base do pênis, e a ereção ficou estranha, o pênis não ficava ereto, tentei disfarçar, mas ela percebeu, tentou ajudar, a ereção melhorou. Penetrei e para a minha surpresa não durei nem dois minutos. Como assim? Eu nunca tinha tido disfunção erétil, tinha libido muito alta, e ejaculação precoce também? Passamos um tempo deitado conversando e tentei novamente, lembro-me da minha bexiga estar muito cheia, penetrei, e novamente a ereção estava péssima, ela pediu pra parar. Fui ao banheiro e urinei uma grande quantidade de urina. Após parar, algo parecia errado com a musculatura que controla a urina, parecia que estava literalmente travada. Os dias seguintes foram de micção muito aumentada, eu urinava e já sentia vontade novamente. Após três dias, conversei com minha mãe, que tinha infecções urinárias recorrentes, a qual me indicou fazer uma urocultura de urina. Fiz logo no dia seguinte, o resultado demorou cinco dias, resultado? Não tinha nenhum crescimento bacteriano na amostra. Fiquei mais tranquilo, sintomas diminuíram, mas ainda tinha micção constante. Um mês depois viajei com minha namorada, no primeiro dia minha ereção funcionou normalmente, como antes, fiquei extremamente mais tranquilo. Porém, sentia que sempre depois de muito sexo ou masturbação os sintomas pioravam. No outro dia, após tomar muitas taças de vinho, fomos ter relações sexuais e a ereção de novo estava péssima. No outro dia, dores e urina com frequência aumentada, a viagem de volta foi extremamente desagradável. Logo quando voltei, procurei um urologista, que me passou mais exames de urina e de sangue. Os resultados estavam absolutamente normais, menos a prolactina que estava muito acima do normal, mas ele não deu relevância ou nem percebeu. Diagnóstico? Prostatite. Lembro-me bem das palavras dele: “Isso com certeza é uma prostatite, é chatinho e demorado de tratar, toma esse antibiótico aqui por 15 dias e volta aqui.” Feito isso, tomei o primeiro antibiótico, melhorei pouca coisa, a ereção ficava um pouco melhor, mas continuava urinando muito, e a libido quase inexistente. Voltei nesse urologista mais umas quatro vezes, todas às vezes era um  novo Antibiótico. Antibióticos que tomei nessa fase: Ciprofloxacino, Levofloxacino, Amoxicicilina, Doxiciclina com Azitromicina e Monuril. Dava uma leve melhorada, depois piorava tudo novamente.
 Cansei de ser usado como cobaia e fui procurar outro urologista, que também confirmou que tudo indicava ser prostatite, me receitou Omnic ocas (tansulosina) por seis meses, com esse medicamento a ereção melhorou, a micção também, porém os efeitos colaterais eram terríveis.
Sempre fui muito ativo fisicamente, um amante de esportes, praticava musculação há 10 anos, fazia jiu jitsu, jogava futebol quase todo final de semana. Percebi que após jogar futebol os sintomas agravavam muito. Eu não estava nada bem e resolvi procurar um infectologista. Ele olhou meus exames e pediu vários outros, incluindo pcr (técnica molecular) que o plano não cobria, espermocultura, sorologia para tuberculose, punção na coluna, entre outros (gastei uma fortuna). Ele não encontrou nada, absolutamente nada nos exames, mas achou, conversando com o primeiro urologista (ele pediu para entrar em contato), que eu deveria tomar um tempo maior de um antibiótico. Receitou ciprofloxacino por quatro semanas, do original, R$250,00 cada caixa. Tomei da forma correta, evitei exercícios físicos no período também. Resultado? Não melhorei nada vezes nada ao quadrado. Decidi por conta própria desistir de antibióticos e de médicos por um tempo, passei a tomar somente a tansulosina e segui a vida. Passei a ter muita dificuldade para ficar sentado, sentia muita dor na região entre o ânus e o saco escrotal, parecia que tinha um bola, passei ao invés de micção frequente a ter dificuldade para urinar, libido baixíssima, ereção agora somente com viagra ou tadaladila, detalhe aqui, todas as vezes que tomava esses remédios pra Disfunção erétil, meus sintomas diminuíam. E foi assim até chegar o período de festas. Fui passar o réveillon com a família, e em um dos dias as pessoas estavm jogando vôlei. Pensei em não jogar, mas como gostava tanto de esportes e estava sentindo falta, decidi participar. Na hora foi tudo ótimo, me diverti bastante, dei risada, tomei queda. No outro dia, fiquei péssimo, a região lombar doía muito, a base do pênis também, meu pênis retraiu completamente. Passou a ficar enrugado, menor, parecia uma gelatina. A sensação era horrível, eu me sentia péssimo. Um mês depois, precisei fazer uma cirurgia, que nada tinha a ver com o problema, somente para corrigir um desvio de septo nasal, com anestesia geral. Depois de algumas horas da cirurgia, eu não conseguia urinar de jeito nenhum, tive que forçar muito pra conseguir. As horas seguintes foram de dores insuportáveis, fiquei uma semana sentido dor o dia todo, uma dor agoniante na base do pênis, na região supra púbica. Bem na direção da famosa Próstata. Isso me levou a um certo desespero, resolvi tomar levofloxacino por conta própria por duas semanas. Não resolveu nada. Procurei então outro urologista, esse muito sensato, diga se de passagem. A resposta dele depois que eu contei minha história e que ele fez o toque retal: “Você não tem nada na próstata, isso é uma síndrome conhecida como dor pélvica crônica, as armas que a medicina possui para isso são limitadas, é assim aqui ou nos Estados Unidos ou na Europa”. Indicou-me tratar com acupuntura chinesa, uma instilação de um remédio na bexiga (600 reais cada, por  seis semanas), corticoides e anti inflamatórios. Eu falei que ia pensar, e realmente estava pensando, que cara louco, como assim eu não tenho uma infecção? Como assim não tenho nada na próstata? Ele não sabe o que está dizendo.  Resolvi procurar a opinião de outro urologista, então pedi uma recomendação a um amigo médico. Lembro-me dele falar “se ele não resolver, nenhum outro resolve, é um dos melhores do país”. E lá fui eu mais uma vez, consulta particular, se não me falhe a memória, R$400,00 reais (aqui na minha cidade é muita coisa). Chegando à consulta, mais um toque retal (não senti absolutamente nada) e mais uma surpresa. “Isso não é nada na próstata, é dor pélvica crônica, possa ser que você tenha uma neuralgia do pudendo, vou solicitar uns exames”. Fiz vários exames de imagem, ressonância com contraste, ultrassons e ele também solicitou eletroneuromiografia até do pênis. A essa altura meu namoro estava em ruínas, transávamos uma vez por mês, as vezes eu até fugia disso devido a dor que sentia depois. Passei a evitar ficar sentado e passei a ficar muito tempo deitado, acho que isso foi péssimo pra mim, minha musculatura enfraquecia cada vez mais e o problema agravava a cada dia. Resultado dos exames? Absolutamente nada. Como Assim? Não é possível que não tenha nada.  Ele observou que na minha ressonância da pelve apareceu que uma hérnia na lombar, recomendou que eu procurasse um neurocirurgião e  uma acupunturista médica, com formação na china. Resolvi ir atrás de um dos melhores neurocirurgiões da Bahia, se não me engano a consulta foi R$650,00. Estava bastante esperançoso, pensei comigo, esse cara vai resolver. Chegando lá, ele olhou as imagens da ressonância e disse “isso não justifica, não é o nervo pudendo”. Fez vários testes comigo, e disse que não era esse o problema. Eu lembro bem de não conseguir nem levantar da maca de frente, por causa da dor que eu sentia na lombar quando fazia isso. Ele me recomendou fazer o exame do líquor novamente, exame que faz um punção de um líquido na coluna, mas segundo ele era pra ver sobre esquistossomose. Como o plano não cobria mais, por eu já ter feito, lá fui eu pagar mil reais em um exame. Resultado? Absolutamente nada. Resolvi então procurar um neurologista agora. Mais R$500,00, pra ele me dizer que realmente não tinha nada de pudendo e que eu precisava  voltar a um urologista. Saí de lá péssimo, completamente desorientado, lembro que carregava um monte de exames, a mala do meu carro estava cheia. Os exames não apontavam nada, tirando hérnia de disco, testosterona baixa em 240 (sempre foi na casa de 500, 600) prolactina alta. Fui a uma endocrinologista que me passou um remédio pra regularizar isso, resolveu, mas não melhorou em nada meu problema pélvico. Fiquei desesperado, um ano com esse problema todo, só piorando. Passei a olhar milhares de sites e blogs na internet, procurava sobre prostatite, neuralgia de pudendo, dor pélvica. Passei a me automedicar e tomar todo o tipo de suplemento que vocês imaginarem. Tudo parecia trazer alívio, tomei saw palmetto, tribullus terrestris, maca peruana, long jack, aswaghanda, rodhiola rosea, uva ursi, açafrão, e muitos outros. Todos os que o pessoal de um tal blog diziam. Era um verdadeiro muro de lamentações, histórias horríveis de pessoas com vários anos com esses sintomas. Essa foi a pior fase da minha vida, sem a menor dúvida. Passei a sentir dores horríveis no cóccix, não conseguia sentar nem por uns dois minutos, passei a fazer as refeições em pé. Ou eu estava sentado ou estava deitado, nunca sentado, era impossível sentar. Desenvolvi também crises horríveis de ansiedade, chegava a me tremer todo, desenvolvi síndrome do intestino irritável (esse foi o pior sintoma de todos). Eu tinha tanto constipação quanto diarreia. Sentia vontade de ir no banheiro o dia todo. Ia 6, 7, 8 vezes, não conseguia mais sair na rua direito, pois a vontade vinha muito forte, sentia espasmos terríveis no intestino e no ânus. A impressão é que tudo iria sair a qualquer momento, isso me fez passar muita vergonha e a desenvolver um certo pânico em mim. Tive diversos episódios onde tive que sair correndo pro banheiro, usar a contra mão com o carro desesperado atrás de um banheiro. Isso me trouxe sequelas emocionais tremendas. Fiquei mais desesperado ainda, achei um outro blog, esse parecia ser mais positivo e tinha um e-mail. Bom, talvez tenha sido uma das melhores coisas que fiz durante esse primeiro ano com sintomas. Chegando lá fui acolhido pelo pessoal, pessoas do Brasil todo, com os mesmos sintomas ou sintomas parecidos com os meus. Em especial uma pessoa me foi indicada, o Anadyl Júnior (que virou um irmão pra mim). Esse cara foi um anjo na minha vida, me tranquilizou, me explicou essa doença terrível, falou tudo o que já tinha feito e os caminhos que existiam. Resolvi procurar um quiroprata, um acunpunturista também. Gastei uma fortuna, apesar deles serem excelentes profissionais. Melhorei pouca coisa. Resolvi procurar, a partir do conselho do Anadyl, uma fisioterapeuta aqui em Salvador.  Fui à Patrícia Lôrdelo, lembro que tinha que esperar no carro a fila do elevador diminuir, pra poder subir. Sim, desenvolvi pânico de elevador porque não tinha como correr para um banheiro. A Patrícia é fantástica, uma excelente profissional, se não for a melhor do Brasil, com certeza é uma das melhores. Só ela conseguiu de fato me explicar o que eu tinha (tirando o Anadyl que falava as mesmas coisas), lembro que a primeira pergunta foi como eram minhas fezes e dela ter me mostrado exemplos. Minhas fezes eram completamente fitadas e moles. Eu tinha muita dificuldade pra defecar e as fezes saíam em pedaços. Minha ereção estava péssima, agora funcionava mal até com o Viagra. Meu namoro tinha desmoronado há muito tempo, mas me tratar com a Patrícia me trouxe esperanças de melhorar. Ela me recomendou fazer a radiofrequência, um equipamento que ela trouxe da Europa e que serve pra disfunção do assoalho pélvico também. Sim, o problema todo é uma disfunção do assoalho pélvico, musculatura responsável por sustentar órgãos como bexiga, próstata, intestino e pelas funções sexuais.
Fiz a primeira sessão de radiofrequência e o resultado foi ótimo, a tensão parecia ter ido embora. Saí de lá muito bem, eu nem sabia que tinha um períneo (músculo que fica entre o ânus e o saco escrotal) e que agora poderia contraí-lo. Minha micção ficou mais fácil, no dia seguinte tive ereção matinal (eu não tinha ereções matinais há muito tempo). Estava feliz da vida. Mas os dias foram passando e os sintomas voltando, era como se uma corda estivesse puxando meus músculos da cintura pra baixo. E foi assim nas quatro sessões. Melhorava e com o passar dos dias voltava a piorar. Durante as sessões a patrícia percebeu que eu tinha muitos espasmos no abdômen e nas costas. Disse que seria melhor interromper o tratamento e buscar tratar isso através da natação e o pilates. Foi outro momento difícil pra mim. Junto a isso meu namoro acabou de vez, não dava mais, na verdade era um namoro que só me colocava mais pra baixo ainda, e na verdade me senti aliviado quando terminou.
Passei uns 10 meses fazendo pilates, é uma técnica muito boa, mas alguns exercícios pioravam muito meus sintomas. Passei a ter espasmos horríveis no frio, não podia entrar em uma piscina por exemplo, então não podia fazer natação naquele momento.
Acho que minha vida começou a mudar de fato em novembro de 2017. Conheci uma mulher maravilhosa, no aniversário de um amigo meu, que foi em uma casa, se fosse em um bar eu não teria ido. Era impossível ir para esse tipo de lugar, só via meus amigos em suas casas. E eles não sabiam o que eu tinha, apenas falava que estava com um problema na coluna.
 Quando fui ter relações com a tal mulher maravilhosa que conheci, o meu pênis não subia nem com Viagra, isso foi terrível pra mim. Sim, eu tinha chegado ao fundo do poço, tinha todos os sintomas imagináveis e inimagináveis da dor pélvica. Eu estava péssimo, cheguei a falar para ela que não ficasse com um cara assim, que nem o pau funcionava. Pra quê ela ia se submeter a isso? Uma pessoa que nem podia sair de casa, que mal conseguia se sentar. Que para busca-la em casa e ir para a casa de um amigo, precisava parar em um ou dois postos de combustíveis para ir ao banheiro. A distância não dava nem 30 quilômetros. Diferente da outra, ela não desistiu de mim, disse que não me abandonaria (nesse momento escrevo isso emocionado), disse que não se importava com isso e que ia estar ao meu lado, mesmo se eu não quisesse ter mais nada com ela, que ela queria ser minha amiga.
 Decidi que tinha que melhorar custe o que custar, não dava mais pra ficar assim. Meus familiares não entendiam, me julgavam, diziam que era coisa da minha cabeça. Eu já tinha perdido uns 10 kg, estava visivelmente abatido. Passei o réveillon com a família, e minha família é imensa, todo ano alugamos uma casa na praia e é maravilhoso. Nesse ano de 2017, foi péssimo pra mim, eu não podia entrar na piscina, não podia jogar, não podia entrar no mar, não podia nada. Sofri muito, mas estava determinado a melhorar. Procurei a Patrícia (Fisioterapeuta) novamente que me falou muito bem de um osteopata, lembrei que o Anadyl tinha falado da mesma pessoa. Resolvi procurar esse cara e dar uma chance. O João, outro cara que virou um irmão meu, foi fundamental pra minha recuperação. Ele é um fisioterapeuta extremamente humano e competente. Passei a fazer sessões com ele toda semana, minha namorada, que é estudante de fisioterapia (coincidência ou a Mão de Deus?), acompanhava quando podia. No começo piorei muito, mas ele e o Anadyl me aconselharam a ter paciência e persistir. Passei a fazer natação também e finalmente começar a melhorar. Procurei também um psiquiatra para tratar a ansiedade, um excelente psiquiatra, diga-se de passagem, o Dr Rogério. Receitou-me duloxetina, que alivou minhas dores e passei a não ter mais crises de ansiedade. Com muita luta passei a tentar ter uma vida normal, mesmo com muita dificuldade. Em junho de 2018, aceitei viajar com meus amigos para uma festa, ficaríamos na fazenda de um amigo. Meus amigos também foram fundamentais pra manter a minha sanidade. Eu estava bem melhor, mas ainda tinha muitos sintomas. Qualquer coisa mínima pra mim era com um esforço terrível. Para mim andar 30 metros eram como andar 2 quilômetros. Eu tinha uma enorme dificuldade para andar, para ficar muito tempo sentado ou muito tempo deitado.  Eu não dormia direito, não descansava, estava o tempo todo cansado, com uma fadiga horrível. Pra meus amigos sempre falei que estava com problema na coluna, não era falta de confiança e nem vergonha, eu só não queria ninguém com pena de mim. Somente minha namorada sabia o que eu tinha e eu tive que contar absolutamente tudo para ela, era o mínimo que eu podia fazer. Sem ela eu não teria conseguido fazer nada nessa época, minha namorada era o meu porto seguro, era o que me dava forças.
Bom, eu estava em uma crescente, estava feliz apesar dos incômodos. Ai a gente pensa, agora é questão de tempo. Não foi. Depois dessa viagem, peguei uma infecção horrível na garganta. Nenhum antibiótico resolvia, fui à emergência médica umas quatro vezes no período de uma semana, não conseguia engolir nada, nem água. Tive que ser internado pra tomar antibiótico na veia e ai voltei a piorar de novo. Diagnóstico? Peguei herpes tipo 1 na garganta. Passei 15 dias internado e voltei a piorar. Todo dia rezava e perguntava a Deus o que tinha feito pra merecer tudo isso, sempre fui um cara correto, que gostava de ajudar as pessoas, que amava a minha família e fazia de tudo por ela. Definitivamente eu não merecia isso. Voltei a ficar péssimo, não podia segurar nada pesado, não podia me mexer de maneira brusca que piorava muito. Meu sonho sempre foi ter minha família e filhos, como ia carregar meu filho nos meus braços? Como ia jogar futebol com ele como fazia com meu pai? Eu me sentia um merda por não poder carregar pesos, um incapacitado. Sim, minha namorada era o homem da relação, ela quem carregava peso, quem me ajudava a fazer mercado, quem levava minha sacola quando ia para sua casa. Eu tinha virado uma pessoa dependente, uma das coisas que mais odeio nessa vida. Isso me abalou muito. Mas não desisti, continuei meu tratamento com João (Fisioterapeuta). Voltei a melhorar, voltei também pra natação que me ajudava muito, tive que fazer uma dieta extremamente restrita, praticamente sem carboidratos. Eu comia a mesma coisa todos os dias, tomava milhares de suplementos, probióticos, fibras. O que de fato me ajudou: Kefir, Plantaben, Melatonina e Lisina. Mas nada que atue no assoalho pélvico. Bom, continuei meu tratamento, mas percebi que faltava algo. Então, resolvi começar a estudar mais a fundo o problema. Passei meses pesquisando artigos, pesquisando fóruns fora do país, lendo relatos, estudando anatomia, procurando entender como a musculatura funcionava, o que podia funcionar, o que podia ajudar. O tratamento com João era excelente, minha ereção melhorou, minhas dores melhoraram, meu cóccix e minha coluna não doíam mais, mas ainda existia muita tensão no assoalho pélvico, ainda muita dificuldade para defecar e para urinar. Apesar, de melhorar a ereção (não estava 100% como antes, mas já era bem melhor), abandonei de vez os remédios para disfunção erétil.  Mas a ejaculação precoce ainda existia. Além disso, a glande do meu pênis ficava vermelha, cheia de bolinhas, principalmente depois do sexo. Por isso continuei vasculhando algo que pudesse me ajudar, agora com uma mente mais preparada, filtrando somente o que era positivo. Foi ai que encontrei algo que mudou de vez minha vida e o meu problema. Achei o DCT, sigla para Dynamic Contraction Technique, traduzindo para o português: Técnica da contração dinâmica. 
Logo de início, percebi que a teoria fazia o maior sentido, mas mesmo assim, procurei os criadores David Mccoid e Nic Bartolotta, e fiz principalmente ao David (outro cara muito importante para o meu tratamento) inúmeras perguntas. Passei mais de um mês questionando o DCT, buscando entender como funcionava e estudando o que era proposto. Admito que o que mais me convenceu a comprar foi o fato do Nic Bartolotta ser um fisioterapeuta reconhecido nos EUA e que atende já há um tempo atletas da NBA, que são a elite do esporte americano. Esse cara não ia querer se queimar e enganar alguém. sim, infelizmente existem picaretas na internet tentando enganar pessoas com essa doença, prometendo cura. Definitivamente esse não é o caso do Nic e do David.
Resolvi comprar o DCT, mesmo o curso ser todo em inglês e o meu inglês ser extremamente ruim. Fui na cara e na coragem mesmo. Perguntava absolutamente tudo ao David Mccoid, enchia o saco dele todos os dias. No começo tive melhoras significativas, mas depois desci uma ladeira terrível, achei que estava fazendo algo errado, lembro-me de ter questionado o David umas três vezes. Todas as vezes ele falava, isso é um bom sinal, tenha paciência.
 De imediato ao fazer o DCT percebi o quanto eu estava fraco ainda, minhas pernas tremiam como uma batedeira ao fazer os alongamentos de resistência (sim, essa é a melhor técnica para liberar tensão muscular, os excêntricos). Passei a desenvolver uma consciência corporal incrível, passei a perceber que meus quadris eram extremamente apertados, e que meu assoalho pélvico na verdade era mais uma vítima nessa história toda. Depois de um mês após ter piorado, passei a ter uma melhora e um alívio nos sintomas, mas agora eu sentia que de fato estava no caminho certo, eu via que existia uma lógica em tudo o que eu estava fazendo, além de todo o suporte do David.
O Pessoal do DCT criou um grupo no facebook e isso foi fantástico pra mim, passei a debater as rotinas de treinos com pessoas do mundo todo, isso me trouxe muito conhecimento e eu evoluía a cada dia. Bom, o DCT de fato me fez voltar a viver, a ter uma vida normal. Minha ereção ficou ótima, sem ejaculação precoce, voltei a urina normalmente, a defecar normalmente, não tinha mais síndrome do intestino irritável (não precisava mais sair correndo pro banheiro), passei a dormir melhor, não tinha mais fadiga e outras coisas mais. De todas as coisas que já tentei, e tentei vários tratamentos, essa técnica definitivamente é a melhor. O que me resta somente no momento é tensão na lombar (costas baixas), que me acompanha há muitos anos, mas sei que logo, com muito trabalho duro no DCT ela irá embora. 
O reveillon com a família já foi outro, conseguir ir a praia, ficar na piscina o dia todo, me divertir. Eu sou apaixonado pelo carnaval de Salvador, não ia há três anos por causa dos problemas, principalmente a Síndrome do Intestino Irritável. Esse ano eu consegui ir, consegui ir atrás do trio elétrico, passei mais de oito horas em pé, caminhei por vários quilômetros, sem sentir absolutamente nada. Definitivamente o DCT me fez voltar a viver novamente, e eu sou muito grato por isso e espero ajudar outros.
Hoje sou moderador do grupo do whatts app, onde ajudamos outras pessoas com esse mesmo problema (deixarei meu contato no final desse texto para quem quiser participar). Minha luta hoje é para mudar a mentalidade das pessoas, para que elas não passem pelo que eu passei. Eu diria (com base em estudos) que 95% dos casos não é infecção na próstata e sim um problema músculo fascial. O maior problema dessa doença é a quantidade de diagnósticos que existem: prostatite, neuralgia do pudendo, síndrome do elevador do ânus, síndrome do piriforme, síndrome da bunda morta, síndrome da bexiga dolorosa, endometriose, vulvodinia (nas mulheres os dois últimos) e por último, síndrome de dor Pélvica crônica (CPPS). Todos diagnósticos para disfunção do assoalho pélvico, que é o que realmente traz esses sintomas.
Mudar a mentalidade das pessoas não é uma tarefa fácil, mas contar minha história é uma das armas que eu precisava usar. Espero que ajude alguém, se ajudar uma pessoa, pra mim já vai ter valido a pena. Ninguém merece passar por isso, absolutamente ninguém. O mais importante, a saber, é que existe tratamento, existe uma saída, e a melhor saída por tudo que já vi é o DCT. Não quero dizer com isso que é a única saída, mas é a que indico de coração, é o que eu indicaria pra qualquer amigo ou familiar que desenvolvesse esse problema.
Por último gostaria de agradecer a todas as pessoas que me ajudaram e me ajudam nessa caminhada. Minha namorada Páthilla, que foi meu porto seguro durante a pior fase da minha vida e que não me abandonou, sem ela eu não conseguiria, eu admito isso. Te amo meu amor, nada que eu faça ou fale poderá chegar próximo a minha gratidão por tudo o que fez por mim. Agradeço também o Anadyl Jr, que foi um anjo na minha vida e é um cara que merece tudo de bom na vida dele, por ajudar outras pessoas. Não poderia deixar de agradecer as pessoas que me acolheram, que me ajudaram, me ouviram e foram importantes na minha recuperação. Em especial ao Danilo que cedeu espaço no seu blog para que eu pudesse contar minha história. Leonel, Thiago de campinas, Rodrigues aqui da Bahia, Victor, Bruce e ao Rafael que decepcionou muita gente, mas foi quem me ajudou muito no começo. Agradeço também ao João, meu amigo, que sempre me tratou com muito carinho (continuo fazendo sessões com ele pelo menos uma vez por mês). Parabéns por ser esse cara incrível e tão competente, você é um cara abençoado. Agradeço também a natação e meus professores de natação, que me ajudaram muito também. Meus amigos que sempre me ajudaram mesmo sem saber o problema que eu tinha. Enfim, tenho muitas pessoas pra agradecer, espero não ter esquecido ninguém.
** Sinta-se a vontade para me procurar e tirar qualquer dúvida. Pode me enviar um email: saudedosamigos2019@gmail.com
Whatsapp: +55 (71) 9308-6985 Filipe
Espero que você possa melhorar e voltar a ter qualidade de vida. Você não está sozinho!

domingo, 10 de junho de 2018

abordagens para lidar com prostatite






Uso de bolsas térmicas quentes

Essa bolsa é muito prática pois, é só colocar no microondas por 1 minuto e meio e ela já estará aquecida para ser colocada nas regiões doloridas. Também é possível coloca-lá no congelador para usar quando necessário uma compressa fria.






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Mudanças de Hábitos


Sentar na privada de forma "incorreta", que na verdade é o que fazemos a vida toda, pode contribuir para a dor pélvica crônica, os músculos do assoalho pélvico são mais recrutados quando defecamos na forma ocidental:






Banquinho para usar no vazo sanitário, eu particularmente acho muito mais economico comprar um banco de plástico, e cortar as pernas dele, e você terá um mini banquinho bem baratinho, por volta de R$15,00


https://www.mobly.com.br/banquinho-catty-branco-64788.html#a=3|p=0|pn=1|t=retarget-catalog|c=600|s=0
https://www.walmart.com.br/item/1610174/sk?utm_source=google-pla&adtype=pla&utm_medium=ppc&utm_term=1610174&utm_campaign=moveis+1610174




Certamente a postura contribui muito para os efeitos dessa patologia, e os exercícios físicos adequados (nessas condições muitas práticas esportivas só tendem a piorar o quadro) e alongamentos adequados certamente vão ajudar no trabalho para eliminar as dores.


Procurar ficar mais de pé.
Procurar sentar por 1 hora no máximo (ideal a cada 30min) e levantar por 5 minutos a cada hora.
Procurar sempre se atentar ao modo correto para ficar de pé. (procure colocar um apoio em um dos pés para que sempre uma perna esteja descansando, troque de tempo em tempo)
Procurar uma boa postura ao sentar e ao agachar (na verdade o ideal é evitar agachar e carregar pesos)
Busque uma boa postura: veja algumas dicas aqui e mais aqui também






Standing Desks
Para quem trabalha o dia todo sentado, essa é uma ótima opção caso você possa se utilizar.
Lembre-se que ficar muitas horas de pé pode comprometer até teu coração, então não abuse, procure ficar 1 hora de pé, dê uma volta para o sangue circular, sente um pouco ou deite-se por 1 minuto e depois volte. Não fique mais que 1 hora de pé parado, isso a longo prazo pode te trazer problemas.

Algumas opções no Brasil abaixo, lembre-se que você pode importar da China por um preço legal também.

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Chás e Outros Naturais

Para uma boa recuperação dos nervos, existem alguns suplementos que auxiliam na restauração e reconstrução do tecido nervoso:

[OBS: eu também sempre achei chás e suplementos uma bobagem que tivessem pouquíssimos efeitos, mas não os subestime]
  • Chá de Losna (tem muitos relatos de que fez muita diferença e eliminou as dores)
    • O chá de losna auxilia o organismo na recuperação dos nervos e elimina as nevraugias
  • Óleo de Copaíba (também muitos relataram melhora significativa na dor do pudendo)
    • Esse óleo é um excelente antiinflamatório e analgésico
  • Argila verde - esfregar na região causa analgesia aliviando as dores
  • Neuroveen (Medicina Homeopata - auxilia na recuperação das neuralgias) detalhes
  • Kefir (os antibióticos matam muitas bactérias boas do intestino, e o kefir é ótimo para restaurar os lactobacilos vivos do teu intestino entre outros beneficios - http://probioticosbrasil.com.br)
  • Probióticos: Kombucha, Kefir de leite, Kefir de água, Chucrute, etc.
  • Chá de Pitanga (melhora a micção e a ejaculação)


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Remédios e Suplementos

Apesar do efeito ser menos abrangente, procure dar preferência a pomadas por que não são agressivas ao fígado e nem aos rins.
  • Antiinflamatórios em pomadas: Diclofenaco Dietilamônio
  • Analgésicos em pomadas: Xilocaína / Lidocaína
  • Alguns relaxantes musculares
    • Em pomadas: Bálsamo bengué, Gelol, Massageol
    • Via oral: Miosan, Tunsolon, Cloridrato de ciclobenzaprina
Para neuralgia do pundendo:

Suplementos:
  • Citoneurin 5.000 (um suplemento que auxilia o organismo a reconstruir o nervo)
    • No Citroneurin há vitaminas B e componentes que as vezes faltam no ornagismo para que se regenere o nervo (Dê preferência ao injetável, mas ele precisa de receita médica)
  • ETNA (similar ao Citoneurin)
    • Pesquisas científicas constataram que tomar bicarbonato de sódio reduz o processo inflamatório no organismo (procure orientação médica primeiro)
    • Cloreto de magnésio é relatado por muitos como um redutor de inflamações (oriente-se com um médico antes de tomar qualquer suplemento)
    • Reduza o consumo de carboidratos, eles são inflamatórios, se possível reduza a praticamente 0
    • Reduza o consumo de café, ele bloqueia a absorção de vitaminas
    • Tome Vitamina D3 (o ideal é 10.000 UI acompanhado de um médico, até 5.000 UI você pode tomar sem problema algum caso não tome muito sol todos os dias, aconselha tomar 200 UI, mas esse número é risível)
    • Tome Vitamina C
    • Tome Ômega 3 (ele é um anti-inflamatório para o nosso organismo)

    domingo, 27 de maio de 2018

    Neuralgia do Pudendo (Síndrome da Dor Pélvica Cronica)

    O que é a Neuralgia do Pudendo?

    Caso queira, entre no grupo do whatsapp sobre Neuralgia do Pudendo e Dor Pélvica, link direto:

    Temos também o grupo no Facebook, é privado, precisa solicitar a entrada:  

    A neuralgia do pudendo é uma dor relacionada ao nervo pudendo, que é o nervo principal que corre entre o osso púbico (que está bem perto do saco escrotal ou da vagina e o cóccix (o ossinho de trás quando sentamos). 
    Você pode sentir esse tipo de dor como perineal ("aqueles dois ossinhos que servem de apoio quando você está sentado") ou como dor pélvica profunda.


    Geralmente a dor é bem no nervo, uma dor muito forte, e bem característica de dor em tendões, articulações ou nervos.
    Mas na verdade o cérebro pode estar confundindo os sinais, então as causas da dor podem ser diversas e o problema em si pode estar na bexiga, coluna, musculatura, no intestino, e não em nervo algum.

    Aqui você encontrará meios que vão ajudá-lo a desenvolver o melhor plano para gerenciar sua dor e viver uma vida plena e confortável.



    Vulvodínia, Prostatite, Dor Pélvica, Neuralgia do Pudendo, são dores, e problemas correlacionados, em que a medicina ainda enfrenta grandes dificuldades para distinguir e para diagnosticar corretamente.


    Você fez uma cirurgia? Sofreu um acidente? Parto? O exame de Eletroneuromiografia apontou problema?
    Tomou ansiolíticos por mais de 3 meses e obteve resultado?
    Se tua resposta foi não para tudo isso. Então você não tem Neuralgia do Pudendo, você tem Dor Pélvica.



    Nervo Pudendo
    Ele fornece a pele entre o ânus e o clitóris (ou o pênis de um homem), bem como os músculos da uretra e do ânus (veja a área verde clara abaixo).
    Seu nervo pudendo vai da parte inferior das costas, ao longo dos músculos do assoalho pélvico, até o períneo (a pele entre o osso púbico e o cóccix).






    Os nervos em todo o corpo são geralmente flexíveis e elásticos. Eles deslizam suavemente quando andamos por aí em nossas vidas cotidianas.


    Pense em até onde os nervos dos braços se esticam quando você alcança a parte de cima da sua cabeça.


    Nós também podemos gentilmente esmagá-los por um tempo antes que eles nos avisem, como a sensação de alfinetes e agulhas num "braço morto". Eles geralmente se recuperam rapidamente também.


    Quando os nervos passam por um grande trauma (como uma grande queda em uma superfície dura ou um parto difícil) ou um monte de pequenos traumas repetitivos (como anos de esforço com constipação ou exercícios físicos repetitivos), eles podem ficar irritados.


    Seu sistema nervoso pode então tornar-se sensibilizado para que a dor seja desencadeada em um nível mais baixo e a resposta seja maior. É como se o volume estivesse voltado para a dor


    A neuralgia do pudendo pode ocorrer quando o nervo pudendo é exposto a traumas, o nervo está irritado ou comprimido por músculos volumosos do assoalho pélvico ou ligamentos tensos.







    Sintomas da neuralgia do pudendo

    O principal sintoma desse problema é a dor. Isso pode ser altamente variável. Você pode sentir-se queimando, choque elétrico, estiramento, dor, coceira ou uma sensação crua no clitóris, nos lábios, na vagina (pênis nos homens), na uretra, no períneo, no ânus ou no reto.


    Você pode achar difícil sentar-se por causa da sua dor.


    Você também pode sentir irritação da bexiga e do intestino. Às vezes você pode sentir essa irritação sem sentir muita dor. Ocasionalmente, há uma sensação completa na vagina ou no reto.


    Às vezes a dor pode ser sentida nas nádegas, pernas e pés. Isso ocorre porque a pele lá é ligada no mesmo nível na medula espinhal e seu cérebro "percebe" a dor na pele de suas nádegas, pernas e pés. (Ele confunde o local das dores)


    Você também pode ter problemas de bexiga, intestino ou sexual associados.



    Um Erro comum: Diagnósticos

    Caso você não tenha sintomas claros de neuralgia como formigamento, falha locomotora, falha ao segurar a urina ou falha ao segurar as fezes, falta de sensibilidade na região ou num membro, entre outras disfunções gravíssimas, então você não tem neuralgia do pudendo.
    Infelizmente há muito diagnóstico de neuralgia do pudendo, mesmo sem esses sintomas que são essenciais de uma neuralgia, como também mesmo com o exame de eletroneuromiografia dando negativo, em resumo, a maioria das pessoas diagnosticadas com neuralgia do pudendo, na verdade não possuem neuralgia e sim Dor Pélvica Crônica (como causa raiz) e um nervo irritado.
    Você pode ter uma neuralgia sem esses sintomas, e mesmo o exame dando negativo, mas ela será leve, e superficial, a ponto de ser apenas uma irritação, assim sendo o nervo se recupera, portanto, com alguns meses, você estará 100% recuperado.
    Conheço um número incontável de pessoas que fizeram bloqueios do nervo pudendo, cirurgias e não resolveu, o ideal é evitar a todo o custo.




    O que pode causar a neuralgia do pudendo?

    Não há uma causa única de neuralgia do pudendo. Pode estar relacionado a:
    • Trauma de parto 
    • Cirurgias na região pélvica
    • Cirurgia ginecológica ou colorretal 
    • Ciclismo
    • Trauma pélvico ou perineal passado
    • Problemas musculoesqueléticos (provavelmente genético)
    • Estresse
    • Prisão de ventre (geralmente durante meses ou anos) 
    • Danos no nervo pudendo durante o parto - isso pode melhorar após alguns meses
    • Problemas de Fascia

    Em sua grande maioria, é uma combinação de diversos fatores. Às vezes, não há um vínculo óbvio com um fator específico, mas sempre há opções de tratamento.

    Outras possíveis causas

    Existem inúmeras causas possíveis para essa neuropatia. 
    Algumas das possíveis causas são uma doença inflamatória ou auto-imune, infecções freqüentes, tensão no nervo, um encarceramento do nervo semelhante à síndrome do túnel do carpo ou trauma no nervo por um acidente / queda, parto, estresse,  ou cirurgia. 

    Geralmente a neuralgia do pudendo é o efeito de diversos fatores (psicológicos, músculo-esqueléticos)
    Dificilmente a pessoa desenvolve essa neuralgia por conta de um fator isolado.

    Às vezes não há explicação aparente e alguns médicos teorizam que o problema pode ser hereditário devido a uma predisposição musculoesquelética. 

    Ocasionalmente, o problema se origina na espinha ou na área sacral, em vez do nervo pudendo periférico.

    A neuralgia do pudendo pode ser causada por inflamação do nervo ou por dano mecânico / trauma ao nervo. Às vezes a dor se desenvolve lentamente e é quase imperceptível a princípio. 


    Muitas pessoas, no entanto, lembram um evento em particular como o início de seus sintomas. Alguns lembram a sensação de um choque elétrico após um movimento ruim. Algumas pessoas relatam que seus sintomas começaram após um choque direto, como uma queda na nádega ou um acidente de carro. Outros relatam dor após uma cirurgia sacral, como uma fusão da articulação sacroilíaca, resultando em uma pelve inclinada ou uma cirurgia pélvica. 

    Às vezes, as mulheres desenvolvem dor no nervo pudendo imediatamente após o parto e, embora muitas vezes isso eventualmente desapareça, para algumas mulheres a dor não desaparece. 

    Muitas horas sentado no trabalho e longas viagens frequentes são uma causa comum de compressão do nervo.

    Muitas pessoas que têm Neuralgia do Pudendo estavam predispostas a tê-lo e algo ocorreu que o desencadeou. Outras pessoas que são predispostas podem nunca desenvolver a condição se nunca se envolverem em uma atividade ou experimentarem um incidente que a desencadeie. Por exemplo, alguém que esteja predisposto a Neuralgia do Pudendo pode fazer levantamento de peso e, consequentemente, desenvolver o problema, enquanto outra pessoa que esteja predisposta, mas que não levante peso, não desenvolverá nunca.

    Músculos tensos, tendões ou ligamentos aumentados podem levar a fricção constante no nervo ou, se a pelve estiver desalinhada, pode haver pressão indevida sobre o nervo. Para alguns, o nervo pudendo pode seguir um caminho irregular ou pode, naturalmente, ter um espaço apertado entre os ligamentos na espinha isquiática ou no canal. 



    Exames
    Há diversos exames e testes para descobrir se você tem neuralgia do pudendo. Nenhum desses testes por si só é um diagnóstico. O seu médico irá avaliar o seu histórico e as informações do seu exame físico e testes para chegar a um diagnóstico - ou para descobrir se os seus sintomas são causados ​​por outro problema. Então, eles vão discutir o melhor plano de tratamento com você.



    Exame físico

    Um exame inicial seria examinarem as funções neurológicas e musculoesqueléticas de suas pernas, pelve e períneo, verificando seus músculos, articulações, postura e reflexos.



    Bloqueio do nervo pudendo

    Sob raios-X ou ultra-som, o médico irá injetar um anestésico local no canal pelo qual o nervo atravessa. Você deve ficar dormente - se sua dor for eliminada ou significativamente reduzida, isso indica que o nervo pudendo é um elemento importante na síndrome da dor.  Esse procedimento não parece ser muito eficiente, além do que quando a pessoa melhora o que é raro, passa um tempo, ela volta a ter o problema, então, se possível, evite-o ao máximo, pois, ele além de tudo, pode te deixar com sequêlas.



    RM do Nervo pudendo

    Outro teste que seu médico pode sugerir é uma ressonância magnética do nervo pudendo. 
    Ou ressonância da pelve.







    Eletroneuromiografia do Nervo pudendo

    Esse exame geralmente não consegue irritação no nervo, apenas se você teve lesão mais séria, porém, é mais um recurso que pode acabar sendo usado. 





    Tractografia e neurografia


    Esses exames demonstraram funcionar melhor para determinar compressão do nervo



    Termografia Humana ou Infravermelha

    Com esse exame você pode mapear se nos locais de dores há tensão muscular e fascial o que vai direcionar para um problema mais muscular, com tratamento sendo alongamentos e fortalecimento.








    Determinando a causa


    É importante determinar se a dor do pudendo é causada por um verdadeiro aprisionamento do nervo ou outras disfunções relacionadas à compressão / tensão. Em quase todos os casos, a disfunção do assoalho pélvico acompanha a neuralgia do pudendo. 

    Alguns testes podem ser usados ​​para ajudar a diagnosticar a neuropatia do pudendo.
    No entanto, uma grande parte do diagnóstico se baseia em um estudo metódico dos sintomas e do histórico médico pessoal.








    Alguns Links Desse Blog


    Teve infecção? Suspeita que tenha? Então acesse:
    diagnostico de infeccao



    Urina de hora em hora, parece que não foi toda a urina embora? Dói o canal da urina? Fica pingando no final? Isso pode não ter nada a ver com próstata nem com neuralgia do pudendo, leia:
    o que bexiga tem ver com prostatite


    Siga alguns passos para determinar se tem prostatite:
    passos para identificar prostatite
    para identificar a prostatite


    Tire da mente a prostatite. Leia em:
    desmistificando a prostatite 


    Foi diagnosticado com Neuralgia do Pudendo?
    neuralgia do pudendo o mito



    Ainda acha que tem alguma infecção, ou vive tendo novas infecções?
    prostatite os mitos da infeccao


    Esse amigo sarou da neuralgia, pode entrar em contato com ele:
    história de sucesso no tratamento da dor pélvica crônica

    Algumas histórias de sucesso:
    relato de superação da prostatite



     
    meu relato


    Para uma visão mais ampla do problema, entre também em: dor pélvica crônica 



    DCT
    https://brasil.freedomfrompelvicpain.com/





    Jane's Recovery From Pelvic Pain and Pudendal Neuralgia






    Tratamento DCT
    https://brasil.freedomfrompelvicpain.com/














    Recuperación del Síndrome de Dolor Pélvico Crónico con Dynamic Contraction Technique.

     

     

    Remissao dos sintomas

     Sobre a minha remissão dos sintomas prostatite sem sair nos exames não é prostatite, é dor pélvica Desde o fim do lockdown eu comecei a ter...