História de Sucesso no tratamento da Dor Pélvica Cronica, Prostatite, Neuralgia do pudendo e Síndrome do Intestino Irritável.

Olá, Meu nome é Filipe, sou brasileiro, de Salvador, na Bahia. Essa é a primeira vez que escrevo a minha história com essa doença. Não vai ser algo fácil pra mim, mas espero que possa ajudar outras pessoas. O grande problema dessa condição é o quão é sub diagnosticada, ou seja, existem vários diagnósticos e isso acaba fazendo com que os sintomas se agravem, consequentemente destruindo a qualidade de vida do indivíduo.
Bom, minha história começa em maio de 2016, exatamente no dia 18 de maio, lembro bem desta data, pois foi algo extremamente marcante na minha vida. Nesse fatídico dia, eu me encontrei com minha namorada na época, eu tinha uma prova na pós-graduação e depois iríamos nos encontrar. Lembro-me de estar bem ansioso no dia, pois era uma prova um pouco complicada e eu sentia muita pressão nessa época por estar desempregado. Depois da prova, encontrei minha namorada e fomos para a casa de um primo meu, para termos relações sexuais. Bom, na época eu tinha 26 anos e nunca tinha tido qualquer problema com disfunção erétil, minha ereção sempre funcionou muito bem, sempre fui de demorar muito para chegar ao orgasmo. No momento que deitei por cima dela, senti algo estranho na base do pênis, e a ereção ficou estranha, o pênis não ficava ereto, tentei disfarçar, mas ela percebeu, tentou ajudar, a ereção melhorou. Penetrei e para a minha surpresa não durei nem dois minutos. Como assim? Eu nunca tinha tido disfunção erétil, tinha libido muito alta, e ejaculação precoce também? Passamos um tempo deitado conversando e tentei novamente, lembro-me da minha bexiga estar muito cheia, penetrei, e novamente a ereção estava péssima, ela pediu pra parar. Fui ao banheiro e urinei uma grande quantidade de urina. Após parar, algo parecia errado com a musculatura que controla a urina, parecia que estava literalmente travada. Os dias seguintes foram de micção muito aumentada, eu urinava e já sentia vontade novamente. Após três dias, conversei com minha mãe, que tinha infecções urinárias recorrentes, a qual me indicou fazer uma urocultura de urina. Fiz logo no dia seguinte, o resultado demorou cinco dias, resultado? Não tinha nenhum crescimento bacteriano na amostra. Fiquei mais tranquilo, sintomas diminuíram, mas ainda tinha micção constante. Um mês depois viajei com minha namorada, no primeiro dia minha ereção funcionou normalmente, como antes, fiquei extremamente mais tranquilo. Porém, sentia que sempre depois de muito sexo ou masturbação os sintomas pioravam. No outro dia, após tomar muitas taças de vinho, fomos ter relações sexuais e a ereção de novo estava péssima. No outro dia, dores e urina com frequência aumentada, a viagem de volta foi extremamente desagradável. Logo quando voltei, procurei um urologista, que me passou mais exames de urina e de sangue. Os resultados estavam absolutamente normais, menos a prolactina que estava muito acima do normal, mas ele não deu relevância ou nem percebeu. Diagnóstico? Prostatite. Lembro-me bem das palavras dele: “Isso com certeza é uma prostatite, é chatinho e demorado de tratar, toma esse antibiótico aqui por 15 dias e volta aqui.” Feito isso, tomei o primeiro antibiótico, melhorei pouca coisa, a ereção ficava um pouco melhor, mas continuava urinando muito, e a libido quase inexistente. Voltei nesse urologista mais umas quatro vezes, todas às vezes era um  novo Antibiótico. Antibióticos que tomei nessa fase: Ciprofloxacino, Levofloxacino, Amoxicicilina, Doxiciclina com Azitromicina e Monuril. Dava uma leve melhorada, depois piorava tudo novamente.
 Cansei de ser usado como cobaia e fui procurar outro urologista, que também confirmou que tudo indicava ser prostatite, me receitou Omnic ocas (tansulosina) por seis meses, com esse medicamento a ereção melhorou, a micção também, porém os efeitos colaterais eram terríveis.
Sempre fui muito ativo fisicamente, um amante de esportes, praticava musculação há 10 anos, fazia jiu jitsu, jogava futebol quase todo final de semana. Percebi que após jogar futebol os sintomas agravavam muito. Eu não estava nada bem e resolvi procurar um infectologista. Ele olhou meus exames e pediu vários outros, incluindo pcr (técnica molecular) que o plano não cobria, espermocultura, sorologia para tuberculose, punção na coluna, entre outros (gastei uma fortuna). Ele não encontrou nada, absolutamente nada nos exames, mas achou, conversando com o primeiro urologista (ele pediu para entrar em contato), que eu deveria tomar um tempo maior de um antibiótico. Receitou ciprofloxacino por quatro semanas, do original, R$250,00 cada caixa. Tomei da forma correta, evitei exercícios físicos no período também. Resultado? Não melhorei nada vezes nada ao quadrado. Decidi por conta própria desistir de antibióticos e de médicos por um tempo, passei a tomar somente a tansulosina e segui a vida. Passei a ter muita dificuldade para ficar sentado, sentia muita dor na região entre o ânus e o saco escrotal, parecia que tinha um bola, passei ao invés de micção frequente a ter dificuldade para urinar, libido baixíssima, ereção agora somente com viagra ou tadaladila, detalhe aqui, todas as vezes que tomava esses remédios pra Disfunção erétil, meus sintomas diminuíam. E foi assim até chegar o período de festas. Fui passar o réveillon com a família, e em um dos dias as pessoas estavm jogando vôlei. Pensei em não jogar, mas como gostava tanto de esportes e estava sentindo falta, decidi participar. Na hora foi tudo ótimo, me diverti bastante, dei risada, tomei queda. No outro dia, fiquei péssimo, a região lombar doía muito, a base do pênis também, meu pênis retraiu completamente. Passou a ficar enrugado, menor, parecia uma gelatina. A sensação era horrível, eu me sentia péssimo. Um mês depois, precisei fazer uma cirurgia, que nada tinha a ver com o problema, somente para corrigir um desvio de septo nasal, com anestesia geral. Depois de algumas horas da cirurgia, eu não conseguia urinar de jeito nenhum, tive que forçar muito pra conseguir. As horas seguintes foram de dores insuportáveis, fiquei uma semana sentido dor o dia todo, uma dor agoniante na base do pênis, na região supra púbica. Bem na direção da famosa Próstata. Isso me levou a um certo desespero, resolvi tomar levofloxacino por conta própria por duas semanas. Não resolveu nada. Procurei então outro urologista, esse muito sensato, diga se de passagem. A resposta dele depois que eu contei minha história e que ele fez o toque retal: “Você não tem nada na próstata, isso é uma síndrome conhecida como dor pélvica crônica, as armas que a medicina possui para isso são limitadas, é assim aqui ou nos Estados Unidos ou na Europa”. Indicou-me tratar com acupuntura chinesa, uma instilação de um remédio na bexiga (600 reais cada, por  seis semanas), corticoides e anti inflamatórios. Eu falei que ia pensar, e realmente estava pensando, que cara louco, como assim eu não tenho uma infecção? Como assim não tenho nada na próstata? Ele não sabe o que está dizendo.  Resolvi procurar a opinião de outro urologista, então pedi uma recomendação a um amigo médico. Lembro-me dele falar “se ele não resolver, nenhum outro resolve, é um dos melhores do país”. E lá fui eu mais uma vez, consulta particular, se não me falhe a memória, R$400,00 reais (aqui na minha cidade é muita coisa). Chegando à consulta, mais um toque retal (não senti absolutamente nada) e mais uma surpresa. “Isso não é nada na próstata, é dor pélvica crônica, possa ser que você tenha uma neuralgia do pudendo, vou solicitar uns exames”. Fiz vários exames de imagem, ressonância com contraste, ultrassons e ele também solicitou eletroneuromiografia até do pênis. A essa altura meu namoro estava em ruínas, transávamos uma vez por mês, as vezes eu até fugia disso devido a dor que sentia depois. Passei a evitar ficar sentado e passei a ficar muito tempo deitado, acho que isso foi péssimo pra mim, minha musculatura enfraquecia cada vez mais e o problema agravava a cada dia. Resultado dos exames? Absolutamente nada. Como Assim? Não é possível que não tenha nada.  Ele observou que na minha ressonância da pelve apareceu que uma hérnia na lombar, recomendou que eu procurasse um neurocirurgião e  uma acupunturista médica, com formação na china. Resolvi ir atrás de um dos melhores neurocirurgiões da Bahia, se não me engano a consulta foi R$650,00. Estava bastante esperançoso, pensei comigo, esse cara vai resolver. Chegando lá, ele olhou as imagens da ressonância e disse “isso não justifica, não é o nervo pudendo”. Fez vários testes comigo, e disse que não era esse o problema. Eu lembro bem de não conseguir nem levantar da maca de frente, por causa da dor que eu sentia na lombar quando fazia isso. Ele me recomendou fazer o exame do líquor novamente, exame que faz um punção de um líquido na coluna, mas segundo ele era pra ver sobre esquistossomose. Como o plano não cobria mais, por eu já ter feito, lá fui eu pagar mil reais em um exame. Resultado? Absolutamente nada. Resolvi então procurar um neurologista agora. Mais R$500,00, pra ele me dizer que realmente não tinha nada de pudendo e que eu precisava  voltar a um urologista. Saí de lá péssimo, completamente desorientado, lembro que carregava um monte de exames, a mala do meu carro estava cheia. Os exames não apontavam nada, tirando hérnia de disco, testosterona baixa em 240 (sempre foi na casa de 500, 600) prolactina alta. Fui a uma endocrinologista que me passou um remédio pra regularizar isso, resolveu, mas não melhorou em nada meu problema pélvico. Fiquei desesperado, um ano com esse problema todo, só piorando. Passei a olhar milhares de sites e blogs na internet, procurava sobre prostatite, neuralgia de pudendo, dor pélvica. Passei a me automedicar e tomar todo o tipo de suplemento que vocês imaginarem. Tudo parecia trazer alívio, tomei saw palmetto, tribullus terrestris, maca peruana, long jack, aswaghanda, rodhiola rosea, uva ursi, açafrão, e muitos outros. Todos os que o pessoal de um tal blog diziam. Era um verdadeiro muro de lamentações, histórias horríveis de pessoas com vários anos com esses sintomas. Essa foi a pior fase da minha vida, sem a menor dúvida. Passei a sentir dores horríveis no cóccix, não conseguia sentar nem por uns dois minutos, passei a fazer as refeições em pé. Ou eu estava sentado ou estava deitado, nunca sentado, era impossível sentar. Desenvolvi também crises horríveis de ansiedade, chegava a me tremer todo, desenvolvi síndrome do intestino irritável (esse foi o pior sintoma de todos). Eu tinha tanto constipação quanto diarreia. Sentia vontade de ir no banheiro o dia todo. Ia 6, 7, 8 vezes, não conseguia mais sair na rua direito, pois a vontade vinha muito forte, sentia espasmos terríveis no intestino e no ânus. A impressão é que tudo iria sair a qualquer momento, isso me fez passar muita vergonha e a desenvolver um certo pânico em mim. Tive diversos episódios onde tive que sair correndo pro banheiro, usar a contra mão com o carro desesperado atrás de um banheiro. Isso me trouxe sequelas emocionais tremendas. Fiquei mais desesperado ainda, achei um outro blog, esse parecia ser mais positivo e tinha um e-mail para participar de um grupo no whatts app. Bom, talvez tenha sido uma das melhores coisas que fiz durante esse primeiro ano com sintomas. Chegando lá fui acolhido pelo pessoal, pessoas do Brasil todo, com os mesmos sintomas ou sintomas parecidos com os meus. Em especial uma pessoa me foi indicada, o Anadyl Júnior (que virou um irmão pra mim). Esse cara foi um anjo na minha vida, me tranquilizou, me explicou essa doença terrível, falou tudo o que já tinha feito e os caminhos que existiam. Resolvi procurar um quiroprata, um acunpunturista também. Gastei uma fortuna, apesar deles serem excelentes profissionais. Melhorei pouca coisa. Resolvi procurar, a partir do conselho do Anadyl, uma fisioterapeuta aqui em Salvador.  Fui à Patrícia Lôrdelo, lembro que tinha que esperar no carro a fila do elevador diminuir, pra poder subir. Sim, desenvolvi pânico de elevador porque não tinha como correr para um banheiro. A Patrícia é fantástica, uma excelente profissional, se não for a melhor do Brasil, com certeza é uma das melhores. Só ela conseguiu de fato me explicar o que eu tinha (tirando o Anadyl que falava as mesmas coisas), lembro que a primeira pergunta foi como eram minhas fezes e dela ter me mostrado exemplos. Minhas fezes eram completamente fitadas e moles. Eu tinha muita dificuldade pra defecar e as fezes saíam em pedaços. Minha ereção estava péssima, agora funcionava mal até com o Viagra. Meu namoro tinha desmoronado há muito tempo, mas me tratar com a Patrícia me trouxe esperanças de melhorar. Ela me recomendou fazer a radiofrequência, um equipamento que ela trouxe da Europa e que serve pra disfunção do assoalho pélvico também. Sim, o problema todo é uma disfunção do assoalho pélvico, musculatura responsável por sustentar órgãos como bexiga, próstata, intestino e pelas funções sexuais.
Fiz a primeira sessão de radiofrequência e o resultado foi ótimo, a tensão parecia ter ido embora. Saí de lá muito bem, eu nem sabia que tinha um períneo (músculo que fica entre o ânus e o saco escrotal) e que agora poderia contraí-lo. Minha micção ficou mais fácil, no dia seguinte tive ereção matinal (eu não tinha ereções matinais há muito tempo). Estava feliz da vida. Mas os dias foram passando e os sintomas voltando, era como se uma corda estivesse puxando meus músculos da cintura pra baixo. E foi assim nas quatro sessões. Melhorava e com o passar dos dias voltava a piorar. Durante as sessões a patrícia percebeu que eu tinha muitos espasmos no abdômen e nas costas. Disse que seria melhor interromper o tratamento e buscar tratar isso através da natação e o pilates. Foi outro momento difícil pra mim. Junto a isso meu namoro acabou de vez, não dava mais, na verdade era um namoro que só me colocava mais pra baixo ainda, e na verdade me senti aliviado quando terminou.
Passei uns 10 meses fazendo pilates, é uma técnica muito boa, mas alguns exercícios pioravam muito meus sintomas. Passei a ter espasmos horríveis no frio, não podia entrar em uma piscina por exemplo, então não podia fazer natação naquele momento.
Acho que minha vida começou a mudar de fato em novembro de 2017. Conheci uma mulher maravilhosa, no aniversário de um amigo meu, que foi em uma casa, se fosse em um bar eu não teria ido. Era impossível ir para esse tipo de lugar, só via meus amigos em suas casas. E eles não sabiam o que eu tinha, apenas falava que estava com um problema na coluna.
 Quando fui ter relações com a tal mulher maravilhosa que conheci, o meu pênis não subia nem com Viagra, isso foi terrível pra mim. Sim, eu tinha chegado ao fundo do poço, tinha todos os sintomas imagináveis e inimagináveis da dor pélvica. Eu estava péssimo, cheguei a falar para ela que não ficasse com um cara assim, que nem o pau funcionava. Pra quê ela ia se submeter a isso? Uma pessoa que nem podia sair de casa, que mal conseguia se sentar. Que para busca-la em casa e ir para a casa de um amigo, precisava parar em um ou dois postos de combustíveis para ir ao banheiro. A distância não dava nem 30 quilômetros. Diferente da outra, ela não desistiu de mim, disse que não me abandonaria (nesse momento escrevo isso emocionado), disse que não se importava com isso e que ia estar ao meu lado, mesmo se eu não quisesse ter mais nada com ela, que ela queria ser minha amiga.
 Decidi que tinha que melhorar custe o que custar, não dava mais pra ficar assim. Meus familiares não entendiam, me julgavam, diziam que era coisa da minha cabeça. Eu já tinha perdido uns 10 kg, estava visivelmente abatido. Passei o réveillon com a família, e minha família é imensa, todo ano alugamos uma casa na praia e é maravilhoso. Nesse ano de 2017, foi péssimo pra mim, eu não podia entrar na piscina, não podia jogar, não podia entrar no mar, não podia nada. Sofri muito, mas estava determinado a melhorar. Procurei a Patrícia (Fisioterapeuta) novamente que me falou muito bem de um osteopata, lembrei que o Anadyl tinha falado da mesma pessoa. Resolvi procurar esse cara e dar uma chance. O João, outro cara que virou um irmão meu, foi fundamental pra minha recuperação. Ele é um fisioterapeuta extremamente humano e competente. Passei a fazer sessões com ele toda semana, minha namorada, que é estudante de fisioterapia (coincidência ou a Mão de Deus?), acompanhava quando podia. No começo piorei muito, mas ele e o Anadyl me aconselharam a ter paciência e persistir. Passei a fazer natação também e finalmente começar a melhorar. Procurei também um psiquiatra para tratar a ansiedade, um excelente psiquiatra, diga-se de passagem, o Dr Rogério. Receitou-me duloxetina, que alivou minhas dores e passei a não ter mais crises de ansiedade. Com muita luta passei a tentar ter uma vida normal, mesmo com muita dificuldade. Em junho de 2018, aceitei viajar com meus amigos para uma festa, ficaríamos na fazenda de um amigo. Meus amigos também foram fundamentais pra manter a minha sanidade. Eu estava bem melhor, mas ainda tinha muitos sintomas. Qualquer coisa mínima pra mim era com um esforço terrível. Para mim andar 30 metros eram como andar 2 quilômetros. Eu tinha uma enorme dificuldade para andar, para ficar muito tempo sentado ou muito tempo deitado.  Eu não dormia direito, não descansava, estava o tempo todo cansado, com uma fadiga horrível. Pra meus amigos sempre falei que estava com problema na coluna, não era falta de confiança e nem vergonha, eu só não queria ninguém com pena de mim. Somente minha namorada sabia o que eu tinha e eu tive que contar absolutamente tudo para ela, era o mínimo que eu podia fazer. Sem ela eu não teria conseguido fazer nada nessa época, minha namorada era o meu porto seguro, era o que me dava forças.
Bom, eu estava em uma crescente, estava feliz apesar dos incômodos. Ai a gente pensa, agora é questão de tempo. Não foi. Depois dessa viagem, peguei uma infecção horrível na garganta. Nenhum antibiótico resolvia, fui à emergência médica umas quatro vezes no período de uma semana, não conseguia engolir nada, nem água. Tive que ser internado pra tomar antibiótico na veia e ai voltei a piorar de novo. Diagnóstico? Peguei herpes tipo 1 na garganta. Passei 15 dias internado e voltei a piorar. Todo dia rezava e perguntava a Deus o que tinha feito pra merecer tudo isso, sempre fui um cara correto, que gostava de ajudar as pessoas, que amava a minha família e fazia de tudo por ela. Definitivamente eu não merecia isso. Voltei a ficar péssimo, não podia segurar nada pesado, não podia me mexer de maneira brusca que piorava muito. Meu sonho sempre foi ter minha família e filhos, como ia carregar meu filho nos meus braços? Como ia jogar futebol com ele como fazia com meu pai? Eu me sentia um merda por não poder carregar pesos, um incapacitado. Sim, minha namorada era o homem da relação, ela quem carregava peso, quem me ajudava a fazer mercado, quem levava minha sacola quando ia para sua casa. Eu tinha virado uma pessoa dependente, uma das coisas que mais odeio nessa vida. Isso me abalou muito. Mas não desisti, continuei meu tratamento com João (Fisioterapeuta). Voltei a melhorar, voltei também pra natação que me ajudava muito, tive que fazer uma dieta extremamente restrita, praticamente sem carboidratos. Eu comia a mesma coisa todos os dias, tomava milhares de suplementos, probióticos, fibras. O que de fato me ajudou: Kefir, Plantaben, Melatonina e Lisina. Mas nada que atue no assoalho pélvico. Bom, continuei meu tratamento, mas percebi que faltava algo. Então, resolvi começar a estudar mais a fundo o problema. Passei meses pesquisando artigos, pesquisando fóruns fora do país, lendo relatos, estudando anatomia, procurando entender como a musculatura funcionava, o que podia funcionar, o que podia ajudar. O tratamento com João era excelente, minha ereção melhorou, minhas dores melhoraram, meu cóccix e minha coluna não doíam mais, mas ainda existia muita tensão no assoalho pélvico, ainda muita dificuldade para defecar e para urinar. Apesar, de melhorar a ereção (não estava 100% como antes, mas já era bem melhor), abandonei de vez os remédios para disfunção erétil.  Mas a ejaculação precoce ainda existia. Além disso, a glande do meu pênis ficava vermelha, cheia de bolinhas, principalmente depois do sexo. Por isso continuei vasculhando algo que pudesse me ajudar, agora com uma mente mais preparada, filtrando somente o que era positivo. Foi ai que encontrei algo que mudou de vez minha vida e o meu problema. Achei o DCT, sigla para Dynamic Contraction Technique, traduzindo para o português: Técnica da contração dinâmica. 
Logo de início, percebi que a teoria fazia o maior sentido, mas mesmo assim, procurei os criadores David Mccoid e Nic Bartolotta, e fiz principalmente ao David (outro cara muito importante para o meu tratamento) inúmeras perguntas. Passei mais de um mês questionando o DCT, buscando entender como funcionava e estudando o que era proposto. Admito que o que mais me convenceu a comprar foi o fato do Nic Bartolotta ser um fisioterapeuta reconhecido nos EUA e que atende já há um tempo atletas da NBA, que são a elite do esporte americano. Esse cara não ia querer se queimar e enganar alguém. sim, infelizmente existem picaretas na internet tentando enganar pessoas com essa doença, prometendo cura. Definitivamente esse não é o caso do Nic e do David.
Resolvi comprar o DCT, mesmo o curso ser todo em inglês e o meu inglês ser extremamente ruim. Fui na cara e na coragem mesmo. Perguntava absolutamente tudo ao David Mccoid, enchia o saco dele todos os dias. No começo tive melhoras significativas, mas depois desci uma ladeira terrível, achei que estava fazendo algo errado, lembro-me de ter questionado o David umas três vezes. Todas as vezes ele falava, isso é um bom sinal, tenha paciência.
 De imediato ao fazer o DCT percebi o quanto eu estava fraco ainda, minhas pernas tremiam como uma batedeira ao fazer os alongamentos de resistência (sim, essa é a melhor técnica para liberar tensão muscular, os excêntricos). Passei a desenvolver uma consciência corporal incrível, passei a perceber que meus quadris eram extremamente apertados, e que meu assoalho pélvico na verdade era mais uma vítima nessa história toda. Depois de um mês após ter piorado, passei a ter uma melhora e um alívio nos sintomas, mas agora eu sentia que de fato estava no caminho certo, eu via que existia uma lógica em tudo o que eu estava fazendo, além de todo o suporte do David.
O Pessoal do DCT criou um grupo no facebook e isso foi fantástico pra mim, passei a debater as rotinas de treinos com pessoas do mundo todo, isso me trouxe muito conhecimento e eu evoluía a cada dia. Bom, o DCT de fato me fez voltar a viver, a ter uma vida normal. Minha ereção ficou ótima, sem ejaculação precoce, voltei a urina normalmente, a defecar normalmente, não tinha mais síndrome do intestino irritável (não precisava mais sair correndo pro banheiro), passei a dormir melhor, não tinha mais fadiga e outras coisas mais. De todas as coisas que já tentei, e tentei vários tratamentos, essa técnica definitivamente é a melhor. O que me resta somente no momento é tensão na lombar (costas baixas), que me acompanha há muitos anos, mas sei que logo, com muito trabalho duro no DCT ela irá embora. 
O reveillon com a família já foi outro, conseguir ir a praia, ficar na piscina o dia todo, me divertir. Eu sou apaixonado pelo carnaval de Salvador, não ia há três anos por causa dos problemas, principalmente a Síndrome do Intestino Irritável. Esse ano eu consegui ir, consegui ir atrás do trio elétrico, passei mais de oito horas em pé, caminhei por vários quilômetros, sem sentir absolutamente nada. Definitivamente o DCT me fez voltar a viver novamente, e eu sou muito grato por isso e espero ajudar outros.
Hoje sou moderador do grupo do whatts app que me acolheu no início, o Saúde dos amigos, onde ajudamos outras pessoas com esse mesmo problema (deixarei meu contato no final desse texto para quem quiser participar). Minha luta hoje é para mudar a mentalidade das pessoas, para que elas não passem pelo que eu passei. Eu diria (com base em estudos) que 95% dos casos não é infecção na próstata e sim um problema músculo fascial. O maior problema dessa doença é a quantidade de diagnósticos que existem: prostatite, neuralgia do pudendo, síndrome do elevador do ânus, síndrome do piriforme, síndrome da bunda morta, síndrome da bexiga dolorosa, endometriose, vulvodinia (nas mulheres os dois últimos) e por último, síndrome de dor Pélvica crônica (CPPS). Todos diagnósticos para disfunção do assoalho pélvico, que é o que realmente traz esses sintomas.
Mudar a mentalidade das pessoas não é uma tarefa fácil, mas contar minha história é uma das armas que eu precisava usar. Espero que ajude alguém, se ajudar uma pessoa, pra mim já vai ter valido a pena. Ninguém merece passar por isso, absolutamente ninguém. O mais importante, a saber, é que existe tratamento, existe uma saída, e a melhor saída por tudo que já vi é o DCT. Não quero dizer com isso que é a única saída, mas é a que indico de coração, é o que eu indicaria pra qualquer amigo ou familiar que desenvolvesse esse problema.
Por último gostaria de agradecer a todas as pessoas que me ajudaram e me ajudam nessa caminhada. Minha namorada Páthilla, que foi meu porto seguro durante a pior fase da minha vida e que não me abandonou, sem ela eu não conseguiria, eu admito isso. Te amo meu amor, nada que eu faça ou fale poderá chegar próximo a minha gratidão por tudo o que fez por mim. Agradeço também o Anadyl Jr, que foi um anjo na minha vida e é um cara que merece tudo de bom na vida dele, por criar o grupo no Whatts app e ajudar outras pessoas. Não poderia deixar de agradecer as pessoas desse mesmo grupo do whatts que me acolheram, que me ajudaram, me ouviram e foram importantes na minha recuperação. Em especial ao Danilo que cedeu espaço no seu blog para que eu pudesse contar minha história. Leonel, Thiago de campinas, Rodrigues aqui da Bahia, Victor, Bruce e ao Rafael que decepcionou muita gente, mas foi quem me colocou no grupo. Agradeço também ao João, meu amigo, que sempre me tratou com muito carinho (continuo fazendo sessões com ele pelo menos uma vez por mês). Parabéns por ser esse cara incrível e tão competente, você é um cara abençoado. Agradeço também a natação e meus professores de natação, que me ajudaram muito também. Meus amigos que sempre me ajudaram mesmo sem saber o problema que eu tinha. Enfim, tenho muitas pessoas pra agradecer, espero não ter esquecido ninguém.
** Sinta-se a vontade para me procurar e tirar qualquer dúvida sobre o DCT e/ou entrar no grupo. Pode me enviar um email: saudedosamigos2019@gmail.com.
celular whatsapp: +55 (71) 9308-6985
Espero que você possa melhorar e voltar a ter qualidade de vida. Você não está sozinho!

Comentários

  1. Filipe, sua história realmente não foi nada fácil, vejo que tive várias dificuldades com a dor pélvica , mas não foi nada parecido com as suas. Você é um cara de fibra e buscou conhecimento e repassou a informação para outras pessoas, como eu, que sofrem com o problema. Desejo que você melhore mais a cada dia e que possamos comemorar em breve a cura ou controle total da dor pélvica crônica. Grande abraço!!

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  2. Filipinho é um cara do bem. Ajudou e continua diariamente ajudando gente do Brasil todo, assim como tem me ajudado. Merece tudo o que tem conquistado!

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  3. Graça a Deus você esta melhor, essa doença e terrivel mas com a ajuda de deus é das pessoas que amamos tudo vai ficar bem, um abraço e susseso na sua vida

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  4. Você me orgulha tanto! Sei que não foi nada fácil escrever a tua história, em ter que lembrar de toda aquela fase difícil... mas sempre pensando no próximo, viu que poderia ajudar outras pessoas. Aprendi muito com você, meu amor! Sou uma mulher de sorte grande, tenho o melhor companheiro pra vida. Te amo!

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    1. Caramba tem muita jente boa você é um deles lir toda sua história ...

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